23/10/2011 - 09h42
Fonte: Folha online http://www1.folha.uol.com.br/saber/995234-so-dois-dos-96-distritos-de-sp-tem-n-ideal-de-livros-por-habitante.shtml
Só dois dos 96 distritos de SP têm nº ideal de
livros por habitante
Dos 96 distritos da cidade de São
Paulo, apenas dois têm nas bibliotecas e nos pontos de leitura municipais mais
de dois livros por habitante, segundo dados do Observatório Cidadão da
organização não governamental (ONG) Nossa São Paulo.
Apenas os distritos da Sé (com 16,59) e
da Liberdade (com 2,6), ambos no centro da cidade, atingem esse patamar. Do
total de distritos, 90 não conseguem chegar à marca de um livro por morador.
A meta recomendada pela Unesco
(Organização da ONU para a Educação, a Ciência e a Cultura) é, no mínimo, dois
livros por habitante adulto.
"Uma realidade que já era ruim e
piorou significamente é que o poder público simplesmente não investe em
bibliotecas populares. A prefeitura reformou a Biblioteca Municipal, mas a
periferia continua à míngua. Além de não ter investimento ainda está diminuindo
o número de livros", destaca Maurício Broinizi Pereira, um dos
coordenadores do Movimento Nossa São Paulo.
Segundo os dados da ONG, em 2010 a
média do município era 0,22 livro por adulto. Em 2006, era de 0,27. Em números
absolutos, o acervo total da cidade caiu de 2.254.631 obras em 2006, para
1.962.102 em 2010.
Na distribuição por distrito, a
desigualdade é evidente: a diferença entre a região com mais livros e a com
menos é 1.978 vezes.
"A região central de São Paulo tem
uma concentração muito grande de livros e bibliotecas. Mas, em praticamente
toda a periferia, em 90 distritos da cidade, a média de livros está abaixo de
um por habitante da região. Isso revela que não há prioridade de levar os equipamentos
culturais para a periferia da cidade", ressalta Pereira.
De acordo com a Nossa São Paulo, na
comparação por subprefeitura a exclusão cultural dos paulistanos que moram
longe do centro fica ainda mais evidente.
São Mateus (zona leste) e Cidade Ademar
(zona sul), regiões da periferia da cidade que reúnem 635.593 pessoas com 15
anos ou mais, não tinham em 2010 um só livro disponível à população em
equipamentos públicos de cultura.
"Em São Mateus, um Ponto de
Leitura foi inaugurado em dezembro de 2010, o que, para a atualização do
indicador em 2011, pode representar uma melhora", ressalva o coordenador.
Procurada, na última sexta-feira (22),
a Secretaria de Cultura da prefeitura disse que iria procurar conhecer os
números apresentados na pesquisa antes de se pronunciar.
“ A leitura é a base para qualquer
sociedade que procura desenvolvimento, pois através desta se obtém o
conhecimento, a comunicação com mais eficiência, entre tantos outros benefícios
para os indivíduos. Em alguns países como o Japão, desde a infância as pessoas praticam a leitura,
Transformando o que consideramos “hobbie” em Habito, e tudo isso devido a
cultura do país, que estimula a leitura confiante nos seus resultados.
Porém, como um país que não pratica a
leitura pode alcançar o desenvolvimento ou o crescimento contínuo? Talvez seja
esse o motivo da tamanha desigualdade social no Brasil, um país que só pensa no
“hoje”, no “agora”.. O país onde
“cultivar o saber” passa bem longe der ser cultura. “
Vanessa de
Castro Brito nº 34 série: 3º C
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