terça-feira, 25 de outubro de 2011

23/10/2011 - 09h42



Só dois dos 96 distritos de SP têm nº ideal de livros por habitante


Dos 96 distritos da cidade de São Paulo, apenas dois têm nas bibliotecas e nos pontos de leitura municipais mais de dois livros por habitante, segundo dados do Observatório Cidadão da organização não governamental (ONG) Nossa São Paulo.

Apenas os distritos da Sé (com 16,59) e da Liberdade (com 2,6), ambos no centro da cidade, atingem esse patamar. Do total de distritos, 90 não conseguem chegar à marca de um livro por morador.

A meta recomendada pela Unesco (Organização da ONU para a Educação, a Ciência e a Cultura) é, no mínimo, dois livros por habitante adulto.

"Uma realidade que já era ruim e piorou significamente é que o poder público simplesmente não investe em bibliotecas populares. A prefeitura reformou a Biblioteca Municipal, mas a periferia continua à míngua. Além de não ter investimento ainda está diminuindo o número de livros", destaca Maurício Broinizi Pereira, um dos coordenadores do Movimento Nossa São Paulo.

Segundo os dados da ONG, em 2010 a média do município era 0,22 livro por adulto. Em 2006, era de 0,27. Em números absolutos, o acervo total da cidade caiu de 2.254.631 obras em 2006, para 1.962.102 em 2010.

Na distribuição por distrito, a desigualdade é evidente: a diferença entre a região com mais livros e a com menos é 1.978 vezes.

"A região central de São Paulo tem uma concentração muito grande de livros e bibliotecas. Mas, em praticamente toda a periferia, em 90 distritos da cidade, a média de livros está abaixo de um por habitante da região. Isso revela que não há prioridade de levar os equipamentos culturais para a periferia da cidade", ressalta Pereira.

De acordo com a Nossa São Paulo, na comparação por subprefeitura a exclusão cultural dos paulistanos que moram longe do centro fica ainda mais evidente.

São Mateus (zona leste) e Cidade Ademar (zona sul), regiões da periferia da cidade que reúnem 635.593 pessoas com 15 anos ou mais, não tinham em 2010 um só livro disponível à população em equipamentos públicos de cultura.

"Em São Mateus, um Ponto de Leitura foi inaugurado em dezembro de 2010, o que, para a atualização do indicador em 2011, pode representar uma melhora", ressalva o coordenador.

Procurada, na última sexta-feira (22), a Secretaria de Cultura da prefeitura disse que iria procurar conhecer os números apresentados na pesquisa antes de se pronunciar.

“ A leitura é a base para qualquer sociedade que procura desenvolvimento, pois através desta se obtém o conhecimento, a comunicação com mais eficiência, entre tantos outros benefícios para os indivíduos. Em alguns países como o Japão, desde a  infância as pessoas praticam a leitura, Transformando o que consideramos “hobbie” em Habito, e tudo isso devido a cultura do país, que estimula a leitura confiante nos seus resultados.

Porém, como um país que não pratica a leitura pode alcançar o desenvolvimento ou o crescimento contínuo? Talvez seja esse o motivo da tamanha desigualdade social no Brasil, um país que só pensa no “hoje”, no “agora”.. O país  onde “cultivar o saber” passa bem longe der ser cultura. “

Vanessa de Castro Brito nº 34 série: 3º C

domingo, 23 de outubro de 2011

Está chegando a hora, é hora de partir...

“... Me dá uma dor no peito ter que ir embora e te deixar aqui.”
Só quem é das antigas, sabe quem é Terra Samba hahaha
Como será a minha última postagem nesse blog, farei algo um tanto quanto pessoal. Tenho certeza, mesmo antes de começar a escrever, que este texto ficará longo, então leia quem tiver vontade! rs
Agora irei falar sério... Mas só um pouco, porque senão não seria minha voz ativa aquiJ
Esta terminando um dos primeiros ciclos de nossas vidas! Estamos saindo com uma bagagem relativamente leve comparada à que pretendemos levar por toda a existência. Porém, esta bagagem é muito valiosa, e se chama conhecimento. Conhecimento adquirido ao longo de 12 anos na escola. Desde a pré-escola até o terceiro ano do ensino médio. Desde o Vitória Regia até o sonhado Sidrônia [que do sonho quase nada foi realidade, sendo na verdade uma grande decepção em seu geral (vocês devem saber do que estou me referindo)]. Será que podemos avaliar quanto conhecimento nós vamos carregar disso tudo?
Com menos de 30 dias letivos para concluirmos o ensino médio, as reflexões, lembranças e projeções para o futuro começam a surgir. Nostalgia é a principal delas, e é sobre este conhecimento que irei falar.
Segundo o Wikipédia (grande companheiro de trabalhos durante o colegial rs) a “Nostalgia é um sentimento que surge a partir da sensação de não poder mais reviver certos momentos da vida.”
É dificil lidar com essa sensação, não é mesmo? A todo o momento nos pegamos pensando “Nossa, será que fulano lembra-se daquele momento engraçado?” e pior ainda quando encontramos colegas e amigos que estudaram conosco nos anos anteriores e que não estiveram mais presentes na rotina diária. Este foi meu caso, ficando atordoada todas as vezes que encontrava amigos que me acompanharam desde os 5 anos de idade.
Peguei-me várias vezes num estado de tristeza e alienação ao ficar pensando na saudade que eu tenho dos momentos vividos com meus grandes companheiros. Não só colegas de classe, como também professores e colegas de outras classes. Mas ao mesmo tempo, segundos depois se podia perceber um sorriso em meu rosto, e até lágrimas em meus olhos neste momento, ao pensar: Tivemos o melhor conhecimento de todos! Em que todos crescemos, e aprendemos, uns com os outros! Aprendemos a valorizar as pessoas que estão ao nosso lado, e como já dizia Chorão “quem é de verdade sabe quem é de mentira”, né.
Nessa caminhada curta, já podemos notar quem correrá do nosso lado até o final, mesmo de longe. Quem foi importante em uma fase de nossas vidas, mas que não precisará ir até o final para ter valido a pena. E quem, em seu encaixe perfeito, mesmo com altos e baixos, erros e acertos, construíram um pedaço de quem nos tornamos nessa jornada! (Essa é pro meu quarteto eterno e aos professores dignos de meu reconhecimento, que não preciso citar para saberem que estão aqui).
Então, deixo aqui meu agradecimento e gratidão eterna a todos que participaram desse ciclo! Minha bagagem está cheia de amor por vocês!

Desculpem-me, mas todos sabem que não tenho receio, e que durante esse caminho aprendi a falar o que me dá vontade, e expressar meus pensamentos. Por isso, para finalizar, abaixo farei alguns agradecimentos pessoais:
Obrigada, Professora e grande amiga Tati Tribek, por nos transmitir seu conhecimento e nos apoiar de forma crítica, para sermos muito mais do que o governo e a gestão daquela escola esperava de nós!
Obrigada, Professor Jair e Professor Alex, por serem brilhantemente vocês mesmos! Sem temer ninguém, vocês superam qualquer um!
Obrigada aos amigos que conquistei, principalmente Jordy, Gabriela, Pamela, Jéssica e Melissa, vocês engrandeceram minhas noites semanais! E a Larissa e Otávio, por terem ido estudar a noite nesse finalzinho, só para ajudarem a minha nostalgia aumentar! haha
E aos finalmentes, porém não menos importantes, como já diria Jair, OBRIGADA, MELHOR TERCEIRO ANO C DO ENSINO MÉDIO DO SIDRÔNIA DE 2011! Haha Obrigada por me acolherem este ano, por serem determinados, enérgicos, unidos e se mostrarem muito mais do que eu imaginava. A atitude dessa sala e sua posição de superior perante aos outros, vale mais do que qualquer certificado ou premiações baratas!

“Todo o nosso conhecimento se inicia com sentimentos.” - Leonardo da Vinci


Obs.: E um agradecimento todo especial ao 3ºB, que também foi o meu 2º, meu 1º e assim foi desde a 5ª série. Eu posso ter saído da sala, mas a sala jamais sairá de mim! E uma certeza eu terei pelo resto da minha vida: Todos os outros terceiros, comparados à nós, digo: NUNCA SERÃO, JAMAIS SERÃO!

FONTE: Oliveira, A. 2011

Angélica Pires de Oliveira Nº: 05 3ºC
http://www1.folha.uol.com.br/saber/995377-professores-dizem-que-prova-foi-bem-elaborada-veja-correcao.shtml
23/10/2011-20h36

Professores dizem que prova foi bem elaborada; veja correção


A segunda prova do Enem, realizada neste domingo, foi bem elaborada e, no caso das questões de português, priorizou bastante a leitura de textos, de acordo com professores de cursinhos ouvidos pela Folha. Para eles, as questões de matemática foram boas e priorizaram a interpretação de gráficos e tabelas. Veja abaixo correção feita por cursinhos.


Para o coordenador do cursinho Etapa, Edmilson Motta, a aplicação do Enem deste ano "passou no teste imposto pela sociedade", ao evitar que houvesse vazamentos e problemas similares aos ocorridos no passado.
"O novo formato do Enem está se consolidando. Começou com o pé esquerdo em 2009, quando houve vazamento, e agora teve saldo positivo. Não houve grandes incidentes registrados."
O coordenador avalia que a prova cobrou questões simples, mas muito repetitivas - o que cansou os estudantes, principalmente neste domingo, quando os candidatos tiveram que fazer também a redação.
MATEMÁTICA
Para os professores do Anglo, a prova de matemática teve nota oito. "Ela tinha questões bem elaboradas, e isso é o mais importante nas provas de exatas", diz o coordenador-geral do Anglo, Luis Ricardo Arruda.
Segundo o professor de matemática do Objetivo Gregorio Krikorian, a prova foi boa, mas havia uma questão (pergunta 168 da prova amarela) que pode gerar polêmica.
A questão pedia para o candidato calcular o volume da solução de água com açúcar. Segundo o professor, se o candidato considerasse o volume do açúcar na solução haveria uma alternativa. Mas se, conforme orienta a química, o candidato ignorasse o volume do açúcar para calcular o volume da solução final, havia outra alternativa possível na prova.
PORTUGUÊS
Já a prova de português foi considerada longa demais pelos professores do Anglo, mesma crítica feita para as provas de ciências da natureza e ciências humanas, realizadas ontem. Na parte de literatura, o exame também foi considerado pouco abrangente. "Só pediram autores recentes", diz Arruda.
Para o professor de português do Objetivo Nelson Dutra, a prova manteve o nível do ano passado. "Foi uma prova com perfil de leitura, com algumas questões que já são clássicas nesse tipo de prova, como funções de linguagem, hipertexto e a variante popular do português", disse.
Tanto professores do Anglo quando Objetivo consideraram o tema da redação confortável para os alunos, por ser atual e presente no cotidiano dos estudantes. O professor Dutra, do Objetivo, ressalta, porém, que uma minoria dos candidatos, que tem pouco contato com a internet, pode ter achado o tema complexo.
PROVA
O Enem aconteceu entre ontem (22) e hoje em todo o país. A prova teve 5,4 milhões de inscritos e vale na seleção de mais de 260 mil vagas no ensino superior no ano.
A primeira prova do Enem --com 90 questões de ciências humanas e ciências da natureza-- cobrou conhecimento sobre revoltas árabes, internet, crise econômica e ecologia -em especial o biodiesel e outros combustíveis.
Na segunda prova, realizada hoje, os candidatos responderam a 90 questões de linguagens e matematéria e fizeram uma redação. Foram cobrados leitura de gráficos e interpretação de texto.



Comentário:


O ENEM este ano, foi mais fácil do que o ENEM anterior. As questões abordaram temas de relevância e a maioria das provas não perguntaram detalhes de conteúdo, elas foram mais abrangentes, facilitando entendimento. Porém, o maior problema em relação à prova foi a presença de alguns enunciados mal formulados, dificuldade com as provas que abordaram questões de biologia e matemática. A questão do tempo também foi um problema, enunciados muito grandes, principalmente sobre Linguagens e Código.


Jéssica Lopes, nº 18

Apenas 13% dos municípios do Norte têm esgoto, contra 95% do Sudeste, diz IBGE

As disparidades regionais na coleta de esgoto permaneceram inalteradas no Brasil entre 2000 e 2008, afirma o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Enquanto 95% dos municípios do Sudeste têm rede de esgoto, no Norte este serviço abrange 13% das cidades, alcançando apenas 3,5% dos domicílios.

Os dados são do Atlas do Saneamento 2011, divulgado nesta quarta-feira com base em dados de 2008. Fora o Sudeste, as demais regiões do país têm rede de esgoto em menos de 50% dos municípios (13,2% no Norte; 45,6% no Nordeste; 28,3% no Centro-Oeste e 39,7% no Sul).
A principal exceção nesse quadro é o Estado de São Paulo, onde apenas um município, Itapura, não tinha rede de esgoto em 2008.
Em agosto do ano passado, o IBGE havia divulgado a Pesquisa Nacional de Saneamento Básico 2008, mostrando que a rede coletora de esgoto está ausente em 44,8% das cidades brasileiras (2.495 municípios).
Agora, os dados foram esmiuçados por região, mostrando, segundo o relatório, que as disparidades regionais não mudaram desde a última pesquisa, em 2000. A rede de esgoto no Brasil avançou pouco no período, passando de 52,2% municípios contemplados em 2000 para 55,1% com rede de coleta em 2008.

 

Conferência da OMS

A pesquisa é divulgada no mesmo dia em que começa, no Rio, a primeira conferência mundial da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre determinantes sociais da saúde, discutindo políticas para atacar questões sociais que estão na base dos problemas de saúde das populações.
Segundo Paulo Buss, coordenador de relações internacionais da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e um dos organizadores da conferência, a falta de saneamento está associada a problemas graves como mortalidade infantil e a transmissão de doenças pela água (como hepatite).
Ele afirma que a questão não é apenas a existência ou não de esgoto nas casas, mas para onde vão os dejetos depois, e a segurança desses sistemas – nas periferias, por exemplo, ele diz que é comum redes de esgoto e de água chegarem juntas às residências, e rachaduras na tubulação podem levar à contaminação da água pelo esgoto.
O Atlas do Saneamento mostrou ainda que 23% dos municípios brasileiros convivem com racionamento de água. Em mais de 500 deles o racionamento é constante e independe da época do ano. A maioria fica no Nordeste, mas a lista inclui ainda destinos turísticos no Rio, como Búzios e Cabo Frio, e Rio Branco, capital do Acre.
"O abastecimento de água está melhorando no Brasil, mas a falta de continuidade é o calcanhar de Aquiles. Com a intermitência na chegada de água às casas, a água que fica armazenada nas caixas d’água piora de qualidade", afirma Buss.
A pesquisa mostrou ainda que o desperdício de água é comum no país, sobretudo nas cidades médias ou grandes. Em mais da metade dos municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes, a perda varia de 20% a 50% no percurso entre a captação e o consumo.

 

Inundações

Segundo o IBGE, quase 90% das cidades brasileiras não possuem sistemas para dar vazão a águas de chuva, e 40% sofreram inundações na área urbana.
O estudo levou em conta oito fatores que agravam inundações nas cidades – como ocupação desordenada, desmatamento e lançamento inadequado de resíduos sólidos – e mostrou a distribuição desses fatores por município.
A situação mais grave é apresentada por 25 cidades onde todos os oito fatores estão presentes.
Entre eles estão São Gonçalo e Niterói, no Rio, onde um deslizamento no Morro do Bumba matou cerca de 50 pessoas em 2009; Tiradentes, em Minas Gerais; Ilhabela, em São Paulo; Canela e Pelotas, no Rio Grande do Sul; e Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul.


É um absurdo acreditar que somente 13% dos munícipios da região Norte tenham saneamento básico, sem ele as pessoas são muito mais suscetíveis a doenças comunidades ribeirinhas sofrem muito com a falta de saneamento básico em sua região, uma vez que em sua maioria os rios que estão perto de suas casas acabam ficando poluídos também e elas adquirem diversas doenças.
O governo tem um gasto grande com saúde pública quando não investe em infraestrutura e soluções que vão prevenir o problema e não remediá-lo. É clichê dizer que é falta de consciência por parte dos políticos brasileiros não investir em obras que o povo acaba não lembrando, mas é a MAIOR REALIDADE.
Em nossa região vemos muito do que foi dito acima, políticos só pensam em obras de lazer para as pessoas, obras que as pessoas passam e olham todo dia, para elas poderem dizer: “Nossa foi o Prefeito/Vereador xis que fez esta obra”. Esta acontecendo como era na Idade Média “Dê pão e circo ao povo” desta maneira ele não reclama.

Jordy Davantel, 36