sábado, 13 de agosto de 2011

Previsão de gastos com Enem é para três edições, diz Haddad

'Este ano haverá uma e no ano que vem haverá duas (edições)', diz ministro.
Valor de contrato para exames em 12 meses é de R$ 372 milhões.


            O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse nesta quinta-feira (11) que o gasto de R$ 372 milhões, previsto para ser feito com a aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), será para três edições. “São três. Este ano haverá uma e no ano que vem haverá duas”, disse durante lançamento de programa de educação profissional para mulheres no Ministério da Educação.

            O Inep afirmou nesta quarta-feira (10) que o valor se referia "ao teto de investimentos que poderão vir a ser feitos na realização de duas ou mais edições do exame no prazo de 12 meses. As ordens de serviços de valores efetivamente pagos serão liberadas de acordo com a demanda de inscritos e a quantidade de edições realizadas".

            O "Diário Oficial da União" desta quarta-feira trouxe o valor de R$ 372 milhões previstos para contratação da Fundação Universidade de Brasília (FUB), para aplicar o Enem nos próximos dozes meses. A FUB aplica o Enem por meio do consórcio entre Cespe e Fundação Cesgranrio.

            O Inep já confirmou a realização do Enem em 22 e 23 de outubro deste ano e em 28 e 29 de abril de 2012.

            Haddad não soube precisar o gasto previsto para cada uma das provas. Disse apenas que o custo por aluno é de cerca de R$ 40 a R$ 45, incluindo todos os gastos. O próximo Enem tem 5,4 milhões de inscritos. “O Enem tem o custo mais baixo do que qualquer outro vestibular. Ele gira em torno de R$ 40 a R$ 45 por aluno inscrito, portanto é a metade do que cobram as universidades nas suas taxas de inscrição. Então, quando vocês forem comparar o Enem com qualquer outro processo seletivo, comparem com o que é cobrado pelas outras universidades. Quando vocês fizerem essa comparação, vocês vão chegar à conclusão óbvia de que o custo do Enem é bastante baixo”, afirmou.

            Questionado sobre a dispensa de licitação para contratar a Fundação Universidade de Brasília (FUB) para aplicar a prova por meio do consórcio entre Cespe e Fundação Cesgranrio, Haddad afirmou que segue orientação do Tribunal de Contas da União (TCU). “Estamos seguindo orientação do Tribunal de Contas da União.”

Em 2010, o Inep pagou R$ 128,5 milhões para a realização de uma edição do Enem, também sem licitação, para o consórcio Cespe/UnB e Cesgranrio. O exame teve 4,6 milhões de inscritos.






12/08/2011 14:13

Comentário

         R$ 372 milhões para a aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) realmente está um valor muito alto, mas o problema não é só esse. Se todo este dinheiro fosse investido realmente para o Enem, estaria tudo bem, mas a questão é outra.

         Não houve licitação para a escolha da empresa que irá aplicar a prova, segundo Haddad isso é orientação do Tribunal de Contas da União. Com certeza existe algo de errado, mas talvez isso possa explicar o porquê houve falhas nas ultimas aplicações do Enem, quem sabe com esse dinheiro que está sendo “roubado”, não poderia garantir uma maior excelência do Enem.



Eric de Souza Almeida nº 13  3ºC

Nenhum comentário:

Postar um comentário