Valor de contrato para exames em 12 meses é de R$ 372 milhões.
O
ministro da Educação, Fernando Haddad, disse nesta quinta-feira (11) que o
gasto de R$ 372 milhões, previsto para ser feito com a aplicação do Exame
Nacional do Ensino Médio (Enem), será para três edições. “São três. Este ano
haverá uma e no ano que vem haverá duas”, disse durante lançamento de programa
de educação profissional para mulheres no Ministério da Educação.
O
Inep afirmou nesta quarta-feira (10) que o valor se referia "ao teto de
investimentos que poderão vir a ser feitos na realização de duas ou mais
edições do exame no prazo de 12 meses. As ordens de serviços de valores
efetivamente pagos serão liberadas de acordo com a demanda de inscritos e a
quantidade de edições realizadas".
O
"Diário Oficial da União" desta quarta-feira trouxe o valor de R$ 372
milhões previstos para contratação da Fundação Universidade de Brasília (FUB),
para aplicar o Enem nos próximos dozes meses. A FUB aplica o Enem por meio do
consórcio entre Cespe e Fundação Cesgranrio.
O
Inep já confirmou a realização do Enem em 22 e 23 de outubro deste ano e em 28
e 29 de abril de 2012.
Haddad
não soube precisar o gasto previsto para cada uma das provas. Disse apenas que
o custo por aluno é de cerca de R$ 40 a R$ 45, incluindo todos os gastos. O
próximo Enem tem 5,4 milhões de inscritos. “O Enem tem o custo mais baixo do
que qualquer outro vestibular. Ele gira em torno de R$ 40 a R$ 45 por aluno
inscrito, portanto é a metade do que cobram as universidades nas suas taxas de
inscrição. Então, quando vocês forem comparar o Enem com qualquer outro
processo seletivo, comparem com o que é cobrado pelas outras universidades.
Quando vocês fizerem essa comparação, vocês vão chegar à conclusão óbvia de que
o custo do Enem é bastante baixo”, afirmou.
Questionado
sobre a dispensa de licitação para contratar a Fundação Universidade de
Brasília (FUB) para aplicar a prova por meio do consórcio entre Cespe e
Fundação Cesgranrio, Haddad afirmou que segue orientação do Tribunal de Contas
da União (TCU). “Estamos seguindo orientação do Tribunal de Contas da União.”
Em 2010, o Inep pagou R$ 128,5
milhões para a realização de uma edição do Enem, também sem licitação, para o
consórcio Cespe/UnB e Cesgranrio. O exame teve 4,6 milhões de inscritos.
12/08/2011 14:13
Comentário
R$ 372 milhões para a aplicação do Exame Nacional do Ensino
Médio (ENEM) realmente está um valor muito alto, mas o problema não é só esse.
Se todo este dinheiro fosse investido realmente para o Enem, estaria tudo bem,
mas a questão é outra.
Não houve licitação para a escolha da empresa que irá
aplicar a prova, segundo Haddad isso é orientação do Tribunal de Contas da
União. Com certeza existe algo de errado, mas talvez isso possa explicar o
porquê houve falhas nas ultimas aplicações do Enem, quem sabe com esse dinheiro
que está sendo “roubado”, não poderia garantir uma maior excelência do Enem.
Eric de Souza Almeida nº 13 3ºC
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