domingo, 21 de agosto de 2011


20/08/2011 - 09h55

ONG cria país fictício em que pobreza é total

Existe um lugar que é o oposto da Pasárgada imaginada pelo poeta Manuel Bandeira. Chama-se Precária e lá, ao contrário do local da poesia, não há quase nada.

É um país de 180 milhões de pessoas que vivem sem luz, água, comida e moradia. O segundo maior da América Latina, depois do Brasil.

Essa nação não existe no papel - mas atraiu a atenção da ONG chilena Um Teto para meu País (www.umtetoparameupais.org.br), que lançou campanha neste ano falando do Estado ao mesmo tempo imaginário e real.

Precária é a metáfora das mazelas da América Latina. Entre seus embaixadores, estão às escritoras Isabel Allende e Michelle Bachelet, ex-presidente do Chile, que falou à Folha sobre a situação crítica de milhões na região.

Para Bachelet, pouco se fala de Precária porque é "um lugar de que não gostamos que nos provocassem culpa". Afinal, aponta os países da região não conseguiram derrotar a desigualdade social apesar dos avanços econômicos.                                          "Esses países vêm enfrentando a crise econômica internacional de melhor maneira do que as grandes economias européias", diz, "mas, enquanto persistir essa desigualdade, Precária seguirá existindo entre nós".

A ex-presidente acredita que é possível mudar a situação "tornando visível uma realidade que está aqui, na próxima esquina". Ela ressalta, também, a importância de governos, Parlamentos e municípios se comprometer a resolver o que chama de uma "dívida pendente".

Precária concentra os dados humanitários das populações carentes do continente. Assim, no país, 45% da população teriam menos de 18 anos e viveriam em casas com piso de terra, por exemplo. A entidade acredita que o Brasil tem o dever de servir de exemplo à região. "É um país que não precisa ser pobre", afirma o advogado Ricardo Montero, 28, diretor social da ONG no Brasil. "É um país injusto, e não pobre."

A meta da Um Teto para meu País é construir mil casas no Brasil até o final do ano. Em toda a América Latina, eles já mobilizaram 400 mil voluntários para erguer cerca de 80 mil moradias.

A organização, fundada em 1997, constrói cem moradias de emergência neste final de semana em São Paulo, com 1.100 voluntários.

"É um mito que o jovem brasileiro não quer ajudar os outros", diz Montero. Foram, afinal, 4.000 inscritos para a ação deste final de semana. "Eles estão disputando para pagar inscrição e passar um fim de semana dormindo no chão, construindo casas."

Uma organização que tenta ajudar a América latina faz com que centenas de jovens de regiões diferentes e até países distantes se mobilizem por uma causa nobre.

Ajudar o próximo sem nenhum interesse mostra que ainda existem valores dignos de uma pequena parcela da população.

 Ao analisar a precariedade apresentada e a pobreza nesses países leva a pensar em tudo o que está acontecendo na economia mundial e nas suas conseqüências nessas regiões de pobreza e falta de assistência dos governantes.

Fonte:






Nome: Camila Domingues Gonçalves Da Silva nº08 3°C 

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