sábado, 18 de junho de 2011

Marchas vão às ruas do País por liberdade, respeito e protesto

Liberadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na última quarta-feira, as marchas a favor da descriminalização do uso de drogas se transformaram em eventos pela liberdade em dezenas de cidades brasileiras neste sábado. Com cartazes que iam do apoio à revolta dos bombeiros no Rio de Janeiro ao protesto contra o machismo, passando por críticas ao ex-ministro da Casa Civil Antonio Palocci e à construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, milhares de pessoas se reuniram para marchar nas ruas de capitais como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Florianópolis (SC), Curitiba (PR), Belo Horizonte (MG) e Porto Alegre (RS).
Ao contrário do que aconteceu no mês passado em algumas edições proibidas pela Justiça da Marcha da Maconha, as manifestações ocorrem com tranquilidade - menos para alguns motoristas que, irritados com a ocupação de faixas de grandes avenidas, não hesitaram em escorregar a mão para a buzina. Apesar de registros de consumo explícito de maconha no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), por exemplo, ninguém foi detido.
A maior manifestação aconteceu na capital paulista, onde 500 pessoas se reuniram no início da tarde junto ao Masp para confeccionar o material para a marcha e confraternizar, com música e dança. Quando a marcha iniciou pela avenida Paulista, mais simpatizantes chegaram e ingressaram no movimento, que chegou a juntar 2 mil pessoas, segundo a Polícia Militar.
No Rio de Janeiro, o tempo bom incentivou os cerca de 1 mil participantes, conforme os organizadores, a marchar pela orla da Praia de Copacabana, com faixas como "maconheiros apoiam os bombeiros" e "legalize a liberdade". Aos ativistas pela descriminalização da droga, se juntaram manifestantes contra a homofobia e a favor da descriminalização do aborto. Policiais militares acompanharam o grupo por todo o trajeto, que terminou em frente ao hotel Copacabana Palace.
Já na capital paranaense a marcha reuniu poucas pessoas, cerca de 200, segundo a polícia, número muito abaixo do esperado pela organização da passeata - que aguardava 2,5 mil pessoas. Também com uma variedade de reivindicações, os manifestantes seguiram pelas ruas do centro da cidade e interromperam o tráfego para fazer declarações. Uma delas falou sobre a opressão do Estado, citando como exemplo a prisão dos 400 bombeiros que invadiram o quartel general do Corpo de Bombeiros no Rio de Janeiro.
Em diversas cidades, as marchas da Liberdade se uniram à das Vadias, movimento que ficou popular internacionalmente depois de um protesto no Canadá contra um policial que afirmou que as roupas usadas por determinadas mulheres facilitariam a ocorrência de casos de violência sexual. Para uma das organizadoras da Marcha das Vagabundas em Florianópolis (SC), na convergência dos movimentos estava visão de que todos podem usar seu corpo como quiserem. Aliadas, as marchas reuniram cerca de 300 jovens, que terminaram os atos em uma "vigília" diante da residência oficial do governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo (PSD).
Com muitos cartazes contra a opressão masculina, cerca de 800 manifestantes, a maioria mulheres, se reuniram em Brasília para protestar contra a violência de gênero e o assédio sexual. Também unida à marcha pela legalização da maconha, as organizadoras da passeata reafirmaram suas condições de mulheres livres, dispensando o rótulo de santas ou prostitutas.

Fonte: http://migre.me/5564S - Notícias Terra

Boa parte das minorias sociais encontraram nas manifestações públicas um modo de chamar atenção do governo. Essas marchas tem dado voz ativa aos reprimidos.
Agora com a liberação do STF para a realização das manisfetações, neste sábado (18-06-11) milhares de pessoas foram as ruas para manisfestar suas opiniões, em diversos temas.
Acredito que seja uma forma chamativa para tais problemas, pois todos os holofotes de jornais, radios, TV e internet dão "audiência" e fazem com que toda a população da nação fique à par das insatisfações de uma minoria pouco valorizada.
Tenho apenas uma preocupação em tal fato, que é a do abuso da mídia. Como são causas de cunho político, é obrigatório que os manifestantes saibam o que está acontecendo na política de seu país, que saiba as origens de sua desigualdade social, e não seja só mais um desordeiro, querendo aparecer e se aproveitar da situação vinculada.
Fora isso, acredito sim que as marchas são válidas. É usufruir da liberdade de expressão que nos é de direito, para reivindicar as inumeras injustiças que estão enraizadas nesta nação.

Angélica Pires de Oliveira Nº: 05 3ºC

Nenhum comentário:

Postar um comentário